Tomaram o nosso País?

Por Carlos Carvalho 22/11/2017 - 19:31 hs

Diante do caos que se transformou a política no Brasildo escárnio de alguns políticos, tenho a sensação de que tomaram o nosso País.” Ele está nas mãos de uma quadrilha inescrupulosa e insaciável. São inacreditáveis os sucessivos acontecimentos de desmandos e do descaramento dessa quadrilha que apossou do poder. Para palhaços falta-nos apenas a bolinha vermelha no nariz. 

O Senador Aécio Neves foi flagrado pedindo uma ajudinha de custo de dois milhões de reais para Joesley Batista, do Grupo JBSA Polícia Federal prendeu a sua irmã e o seu primo, envolvidos no esquema, o Superior Tribunal Federal inicialmente o afastou do cargo, negou a sua prisão, e depois decidiu que a cassação ou não do seu mandato caberia ao Senado FederalUma grande piada nacional sem graça nenhuma! 

Na segunda rodada de denúncias contra o Presidente da República, Michel Temer, o jogo não foi, novamente, favorável ao País. Cargos na administração pública federalredução de área de proteção ambiental na Amazôniarecuo da privatização de aeroporto, milhões de reais do dinheiro dos impostos distribuídos aos deputados, e sabe-se o que mais foi utilizado para impedir o avanço das denúncias. Melhor seria o Ministério Público Federal não fazer outras denúncias, pois serão rejeitadas pelos “nossos representantes” na Câmara dos Deputados, a “Casa do povo”. E diante do gigantesco gasto para barrar cada uma delas, o País pode quebrar. Quero dizer: afundar um pouco mais! 

Nos dias que antecederam o julgamento da denúncia contra Temer, o Deputado Darcísio Perondi, PMDB- RS, Vice-líder na Câmara dos Deputados, disse descaradamente diante das câmeras de televisão que estava “trabalhando” para barrar mais uma denúncia contra Temer. “Trabalhando??? Trabalhando estão a grande maioria dos brasileiros diariamente para receber no final do mês um salário de subsistência, e pagar os impostos que mantém esses bandidos nos cargos de deputados e senadores. O termo correto para as ações do Deputado Darcísio Perondi e seus companheiros que votaram a favor de Michel Temer é “conluio”. 

O período do governo ditatorial militar no Brasil (1964-1985) foi outro momento em que o País foi tomado dos brasileiros. Essa foi a sensação dos que viveram nesta época. Um regime de exceção com severa restrição das liberdades pessoais. Quase tudo era proibido, pouco que se permitia tinha que passar pelo crivo da censura do governo militar. Assim, culturalmente pouco ou quase nada se produziu no Brasil neste período. Há um anseio da sociedade brasileira pela volta dos militares ao poder. Considero um desatino. Defendo uma intervenção militar com intuito de expurgar da política os bandidos transvestidos de representantes do povo, e novas eleições em seis meses com impedimento das candidaturas de políticos com a ficha suja. Mas... Isso é uma utopia!* Vivemos numa democracia representativa e qualquer ação militar precisa ser requisitada por um dos três “poderes constitucionais”: Legislativo, Executivo ou Judiciário. De qualquer outra forma a intervenção militar será um golpe. É muito improvável que os três poderes, em conjunto ou em separado, requisitem. 

Eu tenho esperança que o Brasil voltará a ser dos brasileiros novamente, e a oportunidade para isso está próxima: sete de outubro de 2018, o dia da eleição! Nesse dia teremos a oportunidade de reaver o nosso Paísexpulsando todos os bandidos que ocuparam o Congresso Nacional, e escolhendo um novo presidente compromissado com o País e com o povo brasileiro. Isso não é uma utopia! É possível através do voto consciente e responsável.  

Carlos Carvalho 
05 de Outubro de 2017 

(*) Utopia: que parece irrealizável, uma fantasia, um devaneio, uma ilusão, um sonho.