O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação, solicitada pela Polícia Federal (PF), visa apurar a suposta atuação de um grupo de pessoas envolvidas em negócios ilícitos com órgãos do governo federal.
Os detalhes da investigação permanecem em segredo de Justiça e não foram divulgados. Com essa decisão, já são três inquéritos abertos contra Lulinha na PF. O primeiro investiga um suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde, envolvendo uma empresa do ramo de cannabis medicinal, vinculada ao empresário conhecido como Careca do INSS. Essa investigação não está relacionada aos descontos ilegais de benefícios.
O segundo inquérito diz respeito a irregularidades na Dataprev, a estatal responsável pela centralização de dados de aposentadorias. Além disso, Flávio Dino também decidiu abrir um inquérito para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre as investigações, a pedido da defesa de Lulinha.
Defesa de Lulinha
A defesa, representada pelos advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, manifestou tranquilidade diante da nova investigação. Eles afirmaram que Lulinha terá a oportunidade de esclarecer quaisquer dúvidas sobre suas atividades pessoais e profissionais, sustentando que ao final provará sua inocência em relação a qualquer irregularidade.
Os advogados também solicitaram providências contra vazamentos de informações, ressaltando a instrumentalização da PF em favor de interesses políticos e eleitorais, o que prejudica a imparcialidade das investigações.
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