Menu
Busca sexta, 06 de dezembro de 2019
(37) 99964-0995
Farmamed novo
Saúde

Pesquisadores conseguem combater sintomas do Alzheimer com canabinoide

Testes em ratos apresentaram bons resultados

02 novembro 2019 - 11h49Por Agência Brasil

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2'-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

Resultados

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

Publicidade

Deixe seu Comentário

Agro KZ
BIG NUNES

Leia Também

Minas Gerais
Adolescente é estuprada sob mira de arma e abandonada em praça
Campos Altos
Em Campos Altos, Rádio Popular FM volta ao ar depois de descarga elétrica que queimou vários aparelhos
Internet
Anatel defende redução de taxas do Fistel para expansão de estações domiciliares de internet via satélite
Minas Gerais
Universitário é preso suspeito de estuprar e divulgar imagens íntimas de mulheres
Belo Horizonte/MG
Hospital de BH é condenado por permitir humilhação de empregado com bilhetes contendo provérbios bíblicos
Uberaba/MG
Caminhoneiro morre após tombamento de carreta na BR-262 em Uberaba/MG
São Vicente/SP
Homem atira na companheira, mata a amante e outras 4 pessoas da família dela
Minas Gerais
Casal é preso por golpe em venda de apartamento em BH; eles cobravam R$ 10 mil de entrada
Minas Gerais
Bebê de cinco meses morre em creche ao ficar cerca de 20 minutos sozinho após se alimentar
Minas Gerais
Chuva provoca cinco mortes, leva 10 cidades à emergência e afeta 5 mil pessoas em Minas