Nova fronteira de café no Brasil? Onde fica?

Por Climatempo 09/03/2018 - 08:42 hs
Foto: Climatempo
Nova fronteira de café no Brasil? Onde fica?
Mesmo com bons índices de produção, Goiás ainda fica bem atrás de Minas Gerais.

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O território goiano, que já é reconhecido nacionalmente por seus altos índices de produtividade agrícola, tem se destacado no ramo como uma nova fronteira do café tipo arábica no país. De acordo com a primeira estimativa de safra de 2018, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume esperado para a safra deste ano pode chegar a 152,7 mil sacas.

Os maiores índices de produtividade do país já são observados em Goiás. Isso porque as áreas goianas que atingem recordes, como Campo Alegre, Cristalina, Ipameri, Itaberaí, Palmeiras de Goiás, Morrinhos, Silvânia, Vianópolis e Paraúna estão localizadas na maior região irrigada da América Latina. "Isso só é possível pela chuva abundante na estação chuvosa", comenta o agrometeorologista da Climatempo João Castro. A matéria continua depois da publicidade.

Mesmo com bons índices de produção, Goiás ainda fica bem atrás de Minas Gerais, maior estado produtor de café do Brasil. Só no sul e centro-oeste do estado, o montante deve ficar entre 15,5 e 16,3 milhões de sacas em 2018, também segundo estimativa da Conab.

Tecnologia

Como nem todas as localidades do estado apresentam chuvas regulares durante a estação chuvosa, produtores do grão têm investido em tecnologia para garantir o bom desenvolvimento das lavouras. Segundo Casto, qualquer sistema de irrigação é extremamente importante para localidades que sofrem com períodos de estiagem. "Longos períodos sem chuva comprometem as funções celulares dos vegetais, o que diminui a produção, até porque para a realização da fotossíntese é fundamental que haja água", afirma o agrometeorologista. A matéria continua depois da publicidade.

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Em casos de estiagem severa, a matriz do solo pode atingir o ponto de murcha permanente, que é irreversível, mesmo que posteriormente ocorram volumes altos de precipitação. "Nesse sentido, a utilização de sistemas capazes de detectar a quantidade de água a ser reposta no sistema solo-planta são muito úteis, pois eles impedem que os cultivos passem por períodos de estresse hídrico", finaliza Castro.

Os produtores de café de Goiás estão investindo cada vez mais na produção, desenvolvimento, pós-colheita e certificação do produto. O café goiano quer entrar na concorrência brasileira para receber o título de um dos melhores cafés do país. Mas, o estado já é considerado a nova fronteira do café no Brasil.