Funcionários não ficarão desempregados caso a Triunfo deixe a BR-262, diz concessionária

Por Marcelo The Back 09/03/2018 - 12:14 hs
Foto: Marcelo The Back / TV KZ
Funcionários não ficarão desempregados caso a Triunfo deixe a BR-262, diz concessionária
Pedágio da Triunfo Concebra no km 600 da BR-262 em Campos Altos.

 

DISK-GAS-E-AGUA-MINERAL-DO-PEIXINHO-agua-mineral-viva.pngA Triunfo Concebra, concessionária da BR 262, discordou de um trecho da matéria publicada na última segunda-feira (5) pela TV KZ. A empresa contestou a seguinte afirmação: “Caso o contrato seja rompido, todas as pessoas ficarão desempregadas”.

A TV KZ desculpa-se com seus leitores e com a concessionária se realmente a informação não for verdadeira, entretanto, reitera sua preocupação quanto ao futuro profissional daqueles que hoje trabalham na empresa. A matéria continua depois da publicidade.

A Triunfo Concebra tratou em nota do assunto, confira: Em relação a notícia “Triunfo Concebra vai deixar a BR-262, diz fonte” publicada no site da TVKZ no dia 05/03/2018, no trecho que cita “Caso o contrato seja rompido, todas essas pessoas ficarão desempregadas”, a Concessionária esclarece que a informação relatada não procede. A alternativa de relicitação não interfere na qualidade da prestação de serviços, empregabilidade dos funcionários e demais parâmetros de desempenho do contrato.

O que não foi explicado é o que acontecerá caso a relicitação não obtenha sucesso. Se a relicitação não for realizada ou se empresas não participarem pela inviabilidade econômica ou devido a outros fatores, a rodovia voltaria a ser reponsabilidade do Ministério dos Transportes Portos e Aviação Civil e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Neste caso, a preocupação da TV KZ faz sentido. As centenas de pessoas que hoje trabalham na estrada, em sua segurança, manutenção e praças de pedágio, possivelmente, estariam com seus empregos ameaçados. A matéria continua depois da publicidade.

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A privatização da BR-262 trouxe grandes benefícios à região. A despeito do não cumprimento do compromisso de sua duplicação, pelo menos no trecho entre Uberaba e Belo Horizonte, mais usado pelos campos-altenses, o número de acidentes diminuiu exponencialmente e os serviços de manutenção e atendimento aos usuários nunca deixaram a desejar. A preocupação é direcionada ao risco do desaparecimento das dezenas de empregos gerados com a privatização e com o desleixo que, via de regra, o governo federal trata as rodovias sob sua responsabilidade.