Piedade de Caratinga/MG
11h51 26 Novembro 2021

PC conclui laudo da causa da morte de Marília Mendonça e dos outros quatro ocupantes do avião 

As investigações apontam, até o momento, que a aeronave estaria em procedimento de pouso, sendo que, possivelmente, levaria entre um minuto a um minuto e meio para pousar.
Por TV KZ

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou nessa quinta-feira (25), os laudos periciais das cinco vítimas do acidente aéreo em Piedade de Caratinga/MG, que matou a cantora Marília Mendonça e os outros quatro ocupantes do avião no dia 5 deste mês. Segundo os laudos da polícia, todos morreram em razão do impacto da aeronave ao solo.  

De acordo com o superintendente de Polícia Técnico-Científica da PCMG, médico-legista Thales Bittencourt, os trabalhos realizados no Instituto Médico Legal Dr. André Roquette (IMLAR), em Belo Horizonte/MG, concluíram que as vítimas morreram por politraumatismo contuso, em decorrência do impacto sofrido com a queda da aeronave.  

“Além disso, foram realizados exames complementares, como toxicológico, de teor alcoólico e anatomopatológicos, que indicaram que as vítimas não estavam intoxicadas nem apresentavam doenças preexistentes que poderiam ter associação com os óbitos”, revela o médico-legista.  

Investigações  

O delegado regional em Caratinga, Ivan Lopes Sales, que preside o inquérito policial, adianta que a Polícia Civil já conseguiu descartar algumas das hipóteses, por exemplo, a possibilidade de a aeronave ter sido atingida com um disparo de arma de fogo. “Agora, com as evidências apresentadas pela perícia técnica, podemos descartar também a hipótese de um mal súbito por parte do piloto e do copiloto”, afirma.  

Ainda de acordo com Sales, a PCMG ouviu um piloto de um avião que saiu de Viçosa, também com destino a Caratinga, cerca de 20 minutos depois da aeronave envolvida no acidente. Ele chegou a se comunicar por rádio com o piloto da aeronave que levava a cantora momentos antes do acidente. “A testemunha nos informou que o piloto da aeronave que acidentou não chegou a relatar qualquer problema no avião”, diz o delegado.  

“Além disso, ele disse que o piloto vítima comunicou que estaria em procedimento de pouso, ou seja, levaria, possivelmente, entre um minuto a um minuto e meio para pousar, quando provavelmente se chocou com uma rede elétrica”, informa Sales, chamando a atenção ao fato de que isso não significa que se possa atribuir culpa, até o momento, à companhia responsável pela transmissão de energia.  

O delegado observa que o testemunho, contudo, não é suficiente para afastar por completo a hipótese de problemas técnicos no avião, o que será averiguado ao final das apurações conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).  

Próximos passos  

Além do piloto, a PCMG já ouviu o advogado e o proprietário da empresa responsável pelo transporte aéreo e deve solicitar o depoimento dos familiares do piloto e do copiloto vítimas. “Estamos respeitando o período de luto dessas famílias, afinal, estão muito sensíveis ao que ocorreu. Assim, devemos ouvi-las em breve”, pontua Sales, afirmando que os laudos que serão produzidos.

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