Eleições em Minas Gerais
20h00 03 Agosto 2026

ASSISTA: Vai, não vai: Cleitinho muda de decisão e anuncia que não disputará o Governo de Minas Gerais

Senador liderava pesquisas eleitorais e havia apresentado Luís Eduardo Falcão como vice cinco dias antes; luto pela morte do irmão e impasse com o Republicanos marcaram reviravolta.
Por Priscila Pedroso - TV KZ
Divulgação Republicanos
Euclydes Pettersen, Marcos Pereira e Cleitinho Azevedo.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A decisão foi comunicada em um vídeo gravado em Brasília/DF, ao lado do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e do presidente estadual do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen.

O anúncio colocou fim a uma sequência de indefinições, cobranças partidárias, reuniões e mudanças de posição. Apenas cinco dias antes, Cleitinho havia realizado uma coletiva em Divinópolis/MG, reafirmado que seria candidato e apresentado Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas/MG e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) como integrante da chapa na condição de vice.

No vídeo publicado pelo Republicanos nesta segunda-feira, o senador explicou que a decisão foi motivada por questões pessoais que, neste momento, precisam de sua atenção. Cleitinho afirmou que não possui condições emocionais para enfrentar uma campanha e que precisa cuidar de si e da família.

O parlamentar enfrenta um período de luto após a morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, registrada no dia 18 de julho, em decorrência de complicações de uma leucemia. Cleitinho havia sido doador de medula óssea para o irmão durante o primeiro tratamento da doença, há cerca de 18 anos.

Da política municipal à liderança das pesquisas

Natural de Divinópolis, Cleiton Gontijo de Azevedo, conhecido como Cleitinho, trabalhou no comércio de hortifrutigranjeiros da família e também atuou como músico antes de ingressar na política.

Em 2016, foi eleito vereador de Divinópolis com 3.023 votos. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com mais de 115 mil votos.

Em 2022, Cleitinho foi eleito senador por Minas Gerais. Como o mandato de senador tem duração de oito anos, ele iniciou em 1º de fevereiro de 2023 e seguirá até 31 de janeiro de 2031. Por isso, mesmo fora da disputa pelo Governo de Minas, ele continuará no Senado por aproximadamente mais quatro anos e meio.

A possibilidade de candidatura ao governo ganhou força após Cleitinho passar a liderar os cenários eleitorais. O nome do senador passou a ser considerado por partidos de direita e centro-direita como uma alternativa para reunir diferentes legendas em uma mesma aliança.

Apesar da liderança, Cleitinho demorava a confirmar se realmente participaria da eleição.

Ausência, reação e nova mudança

A tensão aumentou depois que Cleitinho não compareceu à convenção estadual do Republicanos, realizada no último dia 25 de julho, em Belo Horizonte/MG. O senador explicou posteriormente que ainda não possuía condições emocionais para participar de um evento destinado ao lançamento de uma candidatura.

Na quarta-feira (29), as direções estadual e nacional do Republicanos divulgaram uma nota indicando que a possibilidade de candidatura estava descartada diante da falta de uma definição.

Horas depois, Cleitinho reagiu e convocou uma coletiva na Praça do Santuário, em Divinópolis. Ao lado de Luís Eduardo Falcão, o senador declarou: “Serei candidato a governador. A voz do povo é a voz de Deus, e preciso respeitar o povo mineiro”.

Cleitinho também confirmou Falcão como vice ao afirmar: “A chapa é minha e do Falcão”. Na ocasião, voltou a explicar que o afastamento das articulações estava relacionado ao momento de luto e disse que pretendia fazer uma campanha de baixo custo.

Depois do pronunciamento, Cleitinho e a direção do Republicanos retomaram as conversas. O senador participou de reuniões com Marcos Pereira, mas os encontros não resultaram na confirmação da candidatura.

As negociações continuaram durante o fim de semana e terminaram nesta segunda-feira, em Brasília. Ao lado de Marcos Pereira e Euclydes Pettersen, Cleitinho anunciou que não disputará o Governo de Minas, contrariando a posição que havia apresentado publicamente cinco dias antes.

A saída do senador provoca uma reorganização do cenário eleitoral mineiro. Os partidos que negociavam uma aliança em torno de Cleitinho terão de definir outro nome para a disputa e reorganizar as vagas de vice-governador e senador.

Fora da corrida pelo Governo de Minas, Cleitinho seguirá exercendo o mandato no Senado. No pronunciamento, ele afirmou que continuará trabalhando pelos mineiros, mas que, neste momento, dará prioridade à recuperação emocional e à família.

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