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12h19 05 Agosto 2026

Café arábica volta a subir; saiba como estão os preços em cidades mineiras

Por Redação TV KZ
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O preço do café arábica voltou a subir nessa terça-feira (4). O Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 quilos, com valorização diária de 1,03%.

O avanço correspondeu a R$ 17,56 por saca em relação à segunda-feira (3), quando o indicador estava em R$ 1.712,28. Apesar da recuperação diária, o arábica acumula queda de 0,82% em agosto, após encerrar julho com valorização de 10,48%.

Em Minas Gerais, as cotações também avançaram em parte das praças pesquisadas. Conforme o Sistema Faemg Senar, a saca do arábica tipo 6 duro foi cotada a R$ 1.826 em Campos Gerais/MG.

Entre as oito praças mineiras pesquisadas para esse padrão de café, cinco registraram valorização. A saca chegou a R$ 1.818 em Guaxupé/MG, R$ 1.812 em Três Pontas/MG, R$ 1.810 em Varginha/MG e R$ 1.775 em Monte Carmelo/MG.

Por outro lado, houve queda em Manhuaçu/MG, onde a saca ficou em R$ 1.680; em Manhumirim/MG, com R$ 1.640; e em Santa Rita do Sapucaí/MG, onde o produto foi negociado a R$ 1.743.

O café arábica cereja descascado apresentou a maior cotação do levantamento, chegando a R$ 1.860 por saca em Varginha/MG. Esse produto possui classificação diferente do arábica tipo 6 duro, o que impede uma comparação direta entre os valores.

Já o café robusta foi cotado pelo Cepea a R$ 1.095,15 por saca, com alta diária de 0,69%. A variedade acumula valorização de 0,24% em agosto, depois de encerrar julho com avanço de 2,90%.

Segundo uma análise divulgada pelo Cepea nesta quarta-feira (5), os preços do arábica e do robusta avançaram em julho mesmo diante do aumento da oferta provocado pela colheita.

As chuvas registradas nas regiões produtoras de arábica geraram preocupações com o andamento dos trabalhos e com a qualidade dos grãos. A colheita da variedade está próxima do fim, com aproximadamente 20% da área ainda por colher.

A colheita do robusta, por sua vez, está praticamente encerrada. Mesmo com o aumento da oferta, a produção menor registrada nesta temporada contribuiu para sustentar as cotações.

No mercado internacional, o arábica também encerrou a terça-feira com alta próxima de 1% na Bolsa de Nova York. Conforme o portal Notícias Agrícolas, o contrato para setembro de 2026 terminou cotado a 324,10 centavos de dólar por libra-peso.

No Brasil, entretanto, as negociações permaneceram mais lentas. Apesar do interesse dos compradores, os produtores demonstraram cautela diante das oscilações do mercado e aguardavam um cenário mais claro para avançar nas vendas.

A expectativa é de que os preços continuem voláteis. Segundo informações publicadas pela Revista Cultivar, a Hedgepoint reduziu a projeção de superávit mundial da safra 2026/27 de 9,9 milhões para 8,2 milhões de sacas.

Embora o avanço da colheita brasileira possa pressionar as cotações, os riscos climáticos, as dúvidas sobre a qualidade dos grãos e os baixos estoques internacionais podem limitar quedas mais acentuadas.

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