A Polícia Civil (PC) investiga as circunstâncias envolvendo dois corpos encontrados em Araxá/MG, em dias seguidos, nesta semana. Segundo o delegado Jéferson Leal, responsável pelas investigações, até o momento não há informações ou indícios que apontem para homicídio, nem ligação entre os casos. Mesmo assim, dois inquéritos policiais foram instaurados para apurar os fatos, e a PC aguarda o resultado das diligências e dos laudos complementares para determinar exatamente o que ocorreu.
O primeiro corpo foi encontrado na manhã da última segunda-feira, 29 de junho, no Lago Norte do Barreiro, em Araxá. Conforme divulgado anteriormente pela TV KZ, a vítima foi identificada como Felipe Augusto da Silva Coelho, de 23 anos. Ele era natural de Araxá e residia no município.
De acordo com a Polícia Civil, a perícia técnica e investigadores da Delegacia de Homicídios estiveram no local. O corpo foi removido da lagoa pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), com acompanhamento da Polícia Militar (PM), e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil.
Ainda segundo a PC, a necropsia foi realizada pela médica-legista, mas nenhuma lesão foi encontrada no corpo. Por isso, materiais foram colhidos e enviados ao Instituto Médico da Polícia Civil, em Belo Horizonte/MG, para exames complementares. A análise deve verificar se houve uso de drogas ou álcool e também ajudar a definir se a morte ocorreu por afogamento, envenenamento ou outra causa.
O segundo caso foi registrado na última terça-feira, 30 de junho, quando outro corpo foi encontrado no Córrego Grande, nos fundos de um imóvel na Rua Funcionário José Guerra, no bairro Francisco Duarte, em Araxá. Conforme também divulgado pela TV KZ, a vítima foi identificada como João de Jesus Ferreira, de 50 anos. Ele era natural de Riacho de Santana/BA e residia em Araxá.
A perícia técnica e investigadores da Delegacia de Homicídios também estiveram no local. O corpo foi retirado do córrego pelo Corpo de Bombeiros, com acompanhamento da Polícia Militar, e encaminhado ao IML da Polícia Civil.
A necropsia também não apontou lesões no corpo, assim como no primeiro caso. Materiais foram enviados para análise em Belo Horizonte/MG, com o objetivo de identificar se houve uso de drogas, álcool ou se a morte ocorreu por afogamento, envenenamento ou outra causa.
Ainda conforme a Polícia Civil, João fazia uso constante de bebida alcoólica. As investigações seguem para apurar se esse fator pode ter contribuído para o óbito.
Os dois inquéritos seguem em andamento, e a conclusão depende dos resultados das diligências e dos laudos complementares.