A cerimônia simbólica de colocação da pedra fundamental da fábrica da multinacional DXN foi realizada na manhã do último sábado (29), em Ibiá/MG. A instalação marca um momento histórico para o município, sendo a primeira fábrica da empresa construída em solo brasileiro. A estrutura funcionará como o centro principal de operações da marca para produção, agricultura e desenvolvimento em toda a América Latina.
A nova indústria será erguida no Distrito Industrial de Ibiá, que está sendo implantado pela Prefeitura Municipal. A área total do distrito é de 27 hectares, dos quais 10 hectares foram doados pelo Município para a instalação da DXN, restando outros 17 hectares destinados à atração e chegada de outras futuras empresas.
A reportagem da TV KZ acompanhou o evento e cobriu a coletiva de imprensa, que contou com a presença do prefeito de Ibiá, Gilliano Gilles Ferreira (Mamão); do CEO global do Grupo DXN, Prajith Pavithran; do gerente-geral da DXN no Brasil, Ravi Kumar; e do representante do governo da Malásia, Amirul Azman Ahmad. Na ocasião, foram apresentados os detalhes do investimento e a importância do projeto para o desenvolvimento econômico da região.
De acordo com o CEO da multinacional, a fábrica principal contará com um investimento estimado em cerca de R$ 150 milhões. O projeto prevê aproximadamente 70 mil metros quadrados de área construída, divididos em cinco blocos e oito linhas de produção.
A expectativa da empresa é de que, quando estiver funcionando com capacidade total, sejam gerados cerca de 250 empregos diretos e 100 vagas de trabalho indiretas. A previsão de conclusão das obras da fábrica principal é para o fim de 2028.
A unidade de Ibiá produzirá entre 50 e 70 tipos de mercadorias, tendo as linhas de cafés e bebidas funcionais como grandes destaques, além de sucos naturais, produtos fermentados, cosméticos, itens de limpeza e cultivo de cogumelos. A produção vai atender tanto o mercado brasileiro quanto a rede internacional da DXN, que está presente em mais de 180 países.
Durante a apresentação, o CEO destacou que o café é um dos pilares centrais da operação da multinacional e explicou a estratégia por trás da aquisição de uma fazenda de 155 hectares no município de Ibiá. A propriedade foi comprada justamente para garantir a produção e o fornecimento direto de matéria-prima de alta qualidade para a indústria.
Segundo Prajith Pavithran, a visão da DXN para Ibiá funciona em um tripé integrado: a fazenda garante o cultivo e o fornecimento do café, a fábrica inicial desenvolve as pesquisas e inovações, e a megafábrica comercial traz a escala industrial para abastecer os mercados nacional e internacional.
O projeto da DXN no município será estruturado em etapas. Além da megafábrica e da fazenda, o planejamento da empresa inclui uma unidade menor voltada para inovação, pesquisa e testes, com investimento de cerca de R$ 7 milhões e 670 m² de área construída.
Essa estrutura inicial começará trabalhando com cerca de 15 variedades de produtos. Entre os itens e processos destacados pelo CEO estão o kombucha (chá fermentado), o vinagre de laranja, a fermentação de enzimas de frutas e de laranja, além de cafés e bebidas funcionais. Apenas na linha de kombucha, a projeção é de uma capacidade de produção de até 100 mil litros por ano.
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