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Cerveja

Backer teria sido vítima de empresa que forneceu substância química

17 janeiro 2020 - 17h29Por Itatiaia

A Backer teria sido vítima da empresa que a forneceu a substância química monoetilenoglicol. A informação foi apurada na tarde dessa quinta-feira (16) pelo jornalista da Itatiaia Eduardo Costa. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no galpão da fornecedora, no bairro Vila Paris, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde recolheu documentos e produtos químicos, que serão periciados.

Um ex-funcionário da fornecedora detalhou a situação à polícia. Ele trabalhou por dez meses na empresa e teria provas de que o monoetilenoglicol era misturado ao dietilenoglicol, mais barato.

A polícia divulgou uma nota na noite desta quinta-feira em que afirma que um ex-funcionário da fornecedora prestou depoimento após ser apresentado pela defesa da cervejaria. "Eles (os advogados) tiveram amplo acesso à produção desta prova (depoimento), tendo, inclusive a oportunidade de fazer perguntas, levando cópias dos depoimentos", disse a corporação. Segundo a polícia, um ex-empregado da Backer também foi ouvido.

Os consumidores que estão com cervejas da Backer devem levá-las à Vigilância Sanitária, que tem recebido a bebida desde segunda-feira (11). A pasta informou que, até terça (12), foram recolhidas 568 garrafas. Podem ser levadas apenas cervejas compradas para consumo próprio, não sendo aceitos de bares, restaurantes e supermercados.

Casos

Até o momento são quatro mortos e 18 casos suspeitos notificados. Desses, 16 pessoas são do sexo masculino e duas do feminino. 

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelou nessa quarta que subiu para sete o número de lotes contaminados por dietilenoglicol: L2 1354, L2 1348, L2 1197, L2 1604, L2 1455, L2 1464, da Belorizontina, e no L2 1348, da Capixaba (produzida no mesmo tanque da Belorizontina). 

Água contaminada 

O Mapa também apontou que a água usada para fabricar a Belorizontina estava contaminada com o dietilenoglicol. “A gente conseguiu evidenciar que a água que tem contaminação está sendo usada no processo cervejeiro. A gente não consegue afirmar de que forma ocorre essa contaminação, se é nesse tanque de água gelada ou em uma etapa anterior. Nenhuma hipótese pode ser descartada: sabotagem, uso incorreto do dietilenoglicol ou vazamento de uma solução para dentro da água”, afirma o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller.

Não bebam

Nessa terça-feira (14), a Backer orientou que os clientes não consumam qualquer lote do produto e nem da cerveja Capixaba. “Eu não sei o que está acontecendo. A Backer nunca comprou o dietilenoglicol”, afirmou a diretora de marketing da fábrica, Paula Lebbos. A declaração foi dada um dia após a polícia informar que a substância foi encontrada em um dos tanques de resfriamento da cervejaria.

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